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Bastardos Inglórios (Inglourious Basterds, 2009) - Crítica


Bastardos Inglórios (Inglourious Basterds, 2009)
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SINOPSE: Um grupo de judeus americanos conhecidos como Bastardos espalha o terror caçando nazistas, ao mesmo tempo que uma judia planeja vingança quando um evento em seu cinema reunirá os líderes do partido.
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CRÍTICA: Tarantino literalmente bota o cinema pra pegar fogo no seu pretensioso filme de guerra que muda os rumos da história. Agora modernizado, o diretor compensa a cronologia linear em capítulos isoladamente perfeitos, costurados pela liberdade criativa de brincar com fatos através de uma metalinguagem sarcástica, usando a arte cinematográfica como desculpa proporcionadora de uma sádica e debochada vingança histórica contra os nazistas.
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A utópica “Operação Valquíria” inicia-se já com um dos grandes prólogos do cinema, introduzindo Hans Landa, o vilão icônico de Christoph Waltz, numa cena estrategicamente intensa, pelo desnorteamento de estar estabelecendo um universo na ação, e pela minuciosidade com que trabalha os diálogos do charmoso antagonista, estabelecendo perfeitamente sua motivação e dos dois núcleos principais, de modo pessoal para Shoshanna, e de modo geral para os Bastardos terem sua ideologia anárquica.  
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A partir daí, o roteiro irá destrinchar essas motivações em dois grandes planos práticos,  que irão convenientemente afunilar no cinema, a arma capaz de tornar essa realidade alternativa não só possível, como verossímil. Afinal, mesmo se assumindo como um filme, Tarantino se subverte no trivial ao contrapor conveniências como desafios aos personagens, que podem levar a história para caminhos completamente opostos do que ela mesmo quer, que nem a fantástica cena do bar exemplifica.
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Essa imprevisibilidade só aumenta o caráter de entretenimento e a própria tensão do feito a ser realizado, criando uma crescente de envolvimento para saber a forma como isso irá acontecer, na qual o cineasta pode externalizar todos os seus exageros em alto nível. Assim, o proclamar ao final do diretor ao colocar “Bastardos Inglórios” como sua obra-prima não é exagero, devido a demostração do quão exímio contador de histórias ele é.
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Nota: 🌟🌟🌟🌟🌟
Por: @criticascomijpl
Disponível Netflix 🍿

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