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Simone Zuccolotto entrevista Arnaldo Jabor para o “Cinejornal” do Canal Brasil


Simone Zuccolotto entrevista Arnaldo Jabor para o “Cinejornal” do Canal Brasil
 
O entrevistado deste sábado, dia 06 de abril, no “Cinejornal” do Canal Brasil é Arnaldo Jabor. O cineasta conversou com Simone Zuccolotto sobre a mostra em sua homenagem que o canal exibe – entre os dias 08 e 11/04, sempre às 0h15, vão ao ar versões remasterizadas em alta definição de quatro grandes obras do cineasta: “Toda Nudez Será Castigada” (1973), “A Suprema Felicidade” (2010), “Eu Sei Que Vou Te Amar” (1986), e “Eu Te Amo” (1981) – e sobre sua volta aos sets de filmagem, depois de nove anos afastado, para rodar um filme livremente inspirado em um conto de Rubem Fonseca.
 “O Rubem Fonseca é uma pessoa que eu gosto muito e ele escreveu, há muitos anos atrás, um conto chamado ‘O Livro dos Panegíricos’. A história quando eu li, há muitos anos, me impressionou pela situação. É basicamente o seguinte: um homem em uma cadeira de rodas, um velho, uma enfermeira que cuida dele e um enfermeiro que é contratado para também ajudar a cuidar dele. A história se passa toda dentro de um apartamento enorme, que já foi de luxo, mas que você vê que está todo destruído por dentro. O dono do apartamento foi um político importantíssimo, esteve metido em corrupções pavorosas muitos anos antes, e hoje, no mundo atual, ele resolve delatar o que aconteceu antes. O filme é muito contemporâneo porque passa um pouco por esse momento que estamos vivendo no Brasil, essa loucura toda do neo-fascismo, e de que forma isso repercute na cabeça das pessoas, das personagens. É um filme dramático, o mais emocionante possível”, conta.
Jabor fala ainda sobre a dificuldade de fazer cinema no Brasil: “Eu faço cinema há muitos anos e sempre teve um inimigo permanente. Ou eram os inimigos da Embrafilme, ou os inimigos anteriores do cinema brasileiro, depois veio o Collor, sempre teve um inimigo. Agora o inimigo é a estupidez deste governo atual, a burocracia absurda, a desconfiança em relação ao cinema. As pessoas acham que cineasta é ladrão! É uma loucura. O resultado é que, apesar de tudo isso, se você for olhar para trás, nos últimos 30 anos, pelo menos uns 200 filmes fundamentais foram feitos”, afirma.         

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