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Loja de Unicórnios (2019) - FILME



Loja de Unicórnios (2019)

Sinopse: Kit recebe um misterioso convite que promete restaurar seus sonhos de infância.

Crítica: Parece uma bijuteria sobre a meninice tardia da intérprete da Capitã Marvel – Brie Larson tinha apenas 26 anos quando dirigiu e estrelou esse aqui – já que se inspira em joias cravadas no imaginário popular como “A Fantástica Fábrica de Chocolates” e “Alice no País das Maravilhas", embora o convite de Kit seja colorido, ao invés de dourado, e a toca de coelho trocada por um elevador comercial. A figura excêntrica que desafia a criança dessa vez não é interpretada por Johnny Depp (nem Willy Wonka, nem Chapeleiro Maluco), mas por um Samuel L. Jackson que tem mais de Sr. Vidro do que de Nick Fury.

Trata da geração Nutella que cresceu vendo esses filmes de super-herói e que por isso não cresceu tanto assim. Risos. Na verdade, é acerca dos Millennials, jovens criados em tempos de facilidades materiais, e que encorajados a seguirem seus sonhos descobriram que o mundo não é tão colorido assim, retornando com o rabo entre as pernas para a casa de seus pais compreensivos. Essas pessoinhas que tiveram tudo na mão, menos a palmatória e a enxada, vivem com a síndrome do Peter Pan num eterno receio de se encaixar no mundo sem graça dos adultos. A protagonista prefere pensar fora dessa caixa cinzenta, Kit pensa num caixote rosa que vai abrigar um unicórnio, mas que, óbvio, ela não sabe construir, e pra isso surge Virgil, o único personagem pé no chão da trama.


Até porque o filme fica flutuando sem dizer a que veio, como se a mensagem fosse um rascunho de giz de cera feito pelo mais tolo dos pirralhos. Brinca com os desafios da criatividade no mundo corporativo, mas sua imaginação não vai além do glíter e do confete. Ensaia a importância de preservar a fantasia infantil, só que reduz a inventividade das crianças às preguiçosas cores do arco-íris. Pede paciência para que cada um amadureça no seu tempo, porém faz o espectador desejar as pressas que Kit se resolva madura. Acaba concluindo que a infância é imbecil e a vida adulta enfadonha. Se isso é um conto de fadas, é um burocrático.

Nota: ⭐⭐
Escrito por: @cinemacetico
Disponível na Netlfix ✔🍿🎬

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