Destaques

Glow, critica segunda temporada

GLOW 2ª temporada


SINOPSE: após seu primeiro programa ao vivo, as meninas de Glow voltam de merecidas férias e descobrem uma nova integrante do grupo.
_________
CRÍTICA: apesar de ter cometido pequenos deslizes em sua primeira temporada - com alguns personagens pouco desenvolvidos e a repetição dos mesmos problemas -, Glow volta forte com uma segunda temporada mais articulada. Assim como as combatentes de luta livre, o show consegue encontrar seu ritmo. As brigas antes bagunçadas e meio perdidas agora abrem espaço para coreografias mais pomposas, assim como um texto, em determinados momentos, mais profundo. O brilho e o glitter não se limitam apenas aos figurinos, aqui eles iluminam personagens que ficaram apagados na temporada anterior - a.k.a Bash, que ganha um razoável destaque em alguns episódios.


O humor continua certeiro. Assim como o seu suave drama, que aqui ganha níveis até mais relevantes. E essas duas características não são tidas apenas pelos verbetes ditos, o singular fato daquelas mulheres estarem em um ringue coreografando lutas ensaiadas é usado tanto como artifício de humor, quanto uma maneira de espremer um pouco mais de carga emotiva para o show: num geral, há um ponto de virada após cada uma das lutas.
A química entre as garotas, tão evidente em sua primeira temporada, mantém-se, talvez em razão do carisma coletivo do elenco. Uma das grandes sacadas do show é não ter um grande vilão tentando a todo custo sabotar-lhes. A vida, a sociedade, os tabus... essas são suas barreiras diárias. E não há um niilismo redundante convencendo-as a se conformarem: sempre há mais para querer, mesmo quando não dá certo. E o próprio show, rompendo suas paredes, demonstra isso, não é à toa que Glow está renovada para sua terceira temporada - mesmo após os riscos durante a onda de cancelamentos da Netflix.

Nota: 🌟🌟🌟🌟🌟
Por: @criticasdaval
Disponível Netflix 

Nenhum comentário