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Homem Formiga e a Vespa - Critica - Citou Noticias

HOMEM-FORMIGA E A VESPA (2018)

Sinopse: Após “Guerra Civil”, Scott Lang lida com as consequências de suas escolhas como super-herói e como pai, e agora deve vestir o uniforme para lutar ao lado da Vespa.

Crítica: Parece inevitável falar de empoderamento na Hollywood de hoje, e é fato: foram necessários 10 anos e 20 filmes da Marvel para que uma heroína aparecesse no título. A Vespa de Evangeline Lilly traz simpatia à altura (ou seria pequenez?) do ótimo Paul Rudd que encanta com seu humor charmoso e infantil desde sua aventura solo. Só que é melhor ver heróis atuando em parceria, embora “Guerra Infinita” tenha levado isso a sério demais. Seriedade saudosamente dispensada aqui, pois nada melhor que um filme leve como um inseto para o público respirar enquanto espera a volta de Thanos.
Esqueça o fim do universo, os problemas dos heróis estão na adorável e até emocionante escala doméstica.  A Formiga tem uma personalidade inexplicável: age como Peter Parker, mas é um pai divorciado que não escapa de sua casa para conviver com sua filha, e a Vespa quer resgatar sua mãe do Reino Quântico. Seja lá como os elementos de ficção científica buscam explicar o que ocorre nesse filme – a antagonista exageradamente interpretada por Hannah John-Kamen, por exemplo, atravessa paredes – escute o protagonista: “é só colocar quântico na frente de tudo”.


Principalmente na primeira metade o roteiro é destrambelhado, note o diálogo expositivo do agende do FBI com a filha – aliás, brincando com o imaginário popular americano, os federais são ineficazes e corruptos e recebem uma piada sobre espionagem de indivíduos. A narrativa sofre até consolidar a trama principal e anexar os hilários coadjuvantes, liderados pela astúcia labial do excelente Michael Peña, mas quando o faz entrega sequências de ação e situações ridículas, porém absurdamente engraçadas. E por mais que o zumbido desse entretenimento seja passageiro e os feitos dos insetos menos memoráveis que a cena pós-créditos, eles possuem a destreza de não se levar a sério, de reconhecer sua insignificância e de estar no controle de seu próprio tamanho.
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Nota: 🌟🌟🌟
ESCRITO POR: @cinemacetico

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