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O que eu fiz para merecer isso - Une Heure de Tranquillité - Crítica

Breve sinopse

Quando Michel, um apaixonado fã de jazz, encontra um álbum raro num sebo, ele mal pode esperar para ouvi-lo – numa tarde tranquila em sua casa, sozinho – mas parece que o mundo se reuniu para impedi-lo de fazer isso e nada sai conforme planejado. Sua esposa escolhe esse momento para fazer uma confissão indesejada, seu filho rebelde aparece do nada, uma empregada barulhenta, um vizinho inconveniente, uma festa no prédio e sua mãe que não para de telefonar. 
É possível, hoje em dia, não ser perturbado – nem que seja por uma hora? Loquaz e manipulador, Michel está disposto a mentir para conseguir o que quer: nesse caso, apenas uma hora de paz sozinho. Mesmo assim, serão necessários toda a sua energia, perspicácia e capacidade de enganar para impedir que sua manhã ensolarada se transforme num pesadelo.

Uma hora de paz... será pedir muito?


Com um ótimo elenco, esse filme consegue o tom de comédia correto, sem parecer forçado. O ator que faz o protagonista, Christian Clavier, que vem de Asterix e Obelix,é um ótimo ator, consegue fazer comédia, como consegue fazer drama. Christian sabe dar a medida certa na sua interpretação conforme a personagem e a cena exigem, sem problema algum deixando claro neste filme, durante a cada momento inesperado que é incomodado.


As personagens coadjuvantes, apesar de serem, são caricatas, responsáveis por momentos-chave na história da trama. Usando de certo modo, o entra-e-sai trocando diálogos que permitem deixar os assuntos em aberto, puxando o interesse para os diversos casos, já que Michel Leproux faz tudo para ter seu momento isolado, e prefere não resolvê-los, e corre pra cá e lá, com gesticulações rápidas e emoções bruscas, chega uma hora de filme e fica um pouco cansativo, pois o ritmo da história não perde sua força, então nota-se uma preocupação para contar as partes, permitindo sua mulher, Nathalie finalmente contar o que a aborrece. O mesmo ocorre com alguns dos outros personagens secundários, que vão se desenrolando durante essas pausas.



Retirado do teatro e transportado para os cinemas é realizado um trabalho simples e muito eficiente de fotografia, não precisando de muitos enquadramentos, movimentos e efeitos para ser contada e é com precisão que Jean-Marie posiciona sua câmera e deixa fluir as cenas. Com bastante clareza, e harmonias presente em todos os ambientes ou locações, mesmo que deixando notar as diferenças propositais entre os apartamentos do Michel e seu filho, Sébastien.



A trilha sonora de Éric Neveux (As Férias do Pequeno Nicolau, 2014) embrulha o longa com uma trilha sonora que amplifica a frustração de Michel ao tentar escutar o seu long play de jazz. Esta trama deixa muito claro que o isolacionismo de Michel será quebrado, em algum momento, por pessoas de dentro e de fora do seu círculo de relacionamentos. Quer ele queira, quer não. Assim, como a Europa está tendo a sua tentativa de isolacionismo quebrado, e críticas assim são apresentadas e se não notadas passam desapercebidas - mas asseguro que será díficil não notá-las depois que você rir e retomar ao raciocínio filme.

Nota da crítica: 7,5
ESTRÉIA 5 DE MAIO DE 2016 NOS CINEMAS
Confira o trailer:
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