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A Garota de Fogo - Magical Girl - Crítica

Sinopse

Luís, um professor de literatura desempregado, tenta cumprir o último desejo de Alícia, de 12 anos, que sofre de câncer. Em busca da satisfação da menina, ele conhece Damián e Bárbara e acaba entrando numa trilha incomum e obscura de chantagens. Vencedor da Concha de Ouro no Festival Internacional de San Sebastian 2014. Recebe elogios do premiado diretor-escritor/produtor Pedro Almodóvar ao diretor Carlos Vermut.

Desconcertante, quebra cabeça que nos prende do início ao fim.


Recomendado para maiores de 16 anos, A Garota de fogo ou Magical Girl, com nacionalidade espanhola, é lançado no cinema Caixa Belas Artes, com um bom elenco muito bem esclarecido em seus papéis, começa apresentando seus personagens em seus quadros separadamente de forma misteriosa, fazendo com que nos interessemos a conhecer cada um de forma bem lenta e interessante.

Faz questionamentos diversificados, seja a crise do país, a respeito do interesse dos espanhóis com o livro da constituição ou a comparação das touradas com as pessoas espanholas onde é abordado a escolha entre paixão e razão, diversas críticas sociais também podem ser analisadas entre as linhas ditas. 

Tudo o que gostaria de questionar é em alto brando fazendo com que a mensagem seja passada e recebida de uma forma ou de outra pelo espectador.

Nesse drama-suspense suas imagens são muito bem planejadas, calculadas quanto frias, mostrando facilmente uma narração clara, porém dificilmente você saberá o que vem a seguir, quadros esteticamente bem analisados te permitindo ver apenas o que o diretor te permite, fazendo com que você que imagine as cenas terríveis que poderiam ter acontecido nesse acobertamento, criando a alusão tenebrosa e pesada na trama. A linha de direção que o filme vai levando é clara, porém com o chegar do fim, percebe-se uma diferença, tornando um tanto thriller policial.


Imensas reviravoltas as vezes em silêncio resultando uma tamanha dramaticidade e quando necessário ao som de La Nina de Fuego (Manolo Caracol) faz as conexões necessárias com todos os personagens, brincando de uni-los ouvindo uma específica programação no rádio, ou a própria musica, que quando suas cenas composta - de certa forma - ações, e reviravoltas em algumas partes sem diálogos, sua trilha aparece, dando o arremate final.
Nota da crítica: 8
ESTRÉIA 31 DE ABRIL DE 2016 NO CINE CAIXA BELAS ARTES
Confira o trailer:

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